Este
domingo (24/03) é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose (TB), doença
contagiosa transmitida pelo ar que ataca principalmente o pulmão. De
acordo com o diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina
de Família e Comunidade (SBMFC), Dr. Oscarino Barreto Jr., apesar de
potencialmente curável, a doença é um dos principais problemas de saúde
pública no Brasil e no mundo. A desinformação, a dificuldade de adesão
ao tratamento – administração diária de medicamentos durante seis meses,
sem interrupção - e a resistência microbiana (tuberculose
multirresistente -MDR-TB) a esses medicamentos são fatores agravantes no
controle da TB.
Para garantir a continuidade do tratamento até o fim, o especialista
defende a Estratégia do Tratamento Supervisionado da Tuberculose (DOTS,
da sigla em inglês), programa internacionalmente utilizado, recomendado
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que consiste em assistir o
paciente em todo o período terapêutico para erradicação da doença –
muitos param de se tratar por conta própria, se julgando curados por
conta do desaparecimento dos sintomas, o que é um erro. “A estratégia é a
principal responsável pela diminuição do abandono do tratamento”,
relata o médico de família.
Tosse contínua com produção de catarro acompanhado de sangue; febre;
suor excessivo pela noite; indisposição e fraqueza; perda de apetite e
de peso estão entre os principais sintomas da TB. “Durante as duas
primeiras semanas de tratamento, o doente ainda pode contagiar outras
pessoas, por isso é necessário que proteja a boca ao tossir ou espirrar.
É de grande importância identificar o mais rápido possível os
infectados, pois um dos maiores reservatórios da bactéria (Mycobacterium
tuberculosis) é o próprio corpo humano. Seguir o tratamento até o fim é
fundamental, pois a doença tem cura”, conclui Dr. Oscarino.
Tuberculose em números
Segundo dados de 2010 do Programa Nacional de Controle da Tuberculose
(PNCT) do Ministério da Saúde (MS), no ranking dos 22 países com maior
número de casos no mundo, o Brasil ocupa o 17º lugar. Em 2011, o número
de novos casos foi de 69.245, enquanto a taxa de mortalidade foi de 4,6
mil. A incidência média é de 36 casos por 100 mil habitantes. A
tuberculose é a quarta maior causa de mortes por doença infecciosa e
primeira maior causa de mortes dos pacientes com aids no Brasil. A meta
do milênio é erradicar a tuberculose até 2050, mas até 2015 o Brasil tem
de reduzir os números de casos para até 25,8 para cada 100 mil
habitantes.
Fatores que facilitam o surgimento da doença
Ambientes suscetíveis à contração de vírus, como hospitais e redes de
saúde em geral; idade avançada; predisposição genética; desnutrição; uso
de drogas ilícitas, entre outros.
Devido à sua baixa imunidade, portadores de HIV (Vírus da
Imunodeficiência Humana) têm mais possibilidades de contrair
tuberculose.
FONTE: http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,570992,24_de_marco_Dia_Mundial_de_Combate_a_Tuberculose,570992,9.htm |
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